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MENSAGEM DO DIRETOR


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Palavra do diretor

 

Após três anos de crise econômica aguda, deterioração das estruturas econômicas e políticas, o Brasil começa, de maneira pálida, a vislumbrar certa estabilidade econômica.

Os resultados perversos desse desarranjo foram necessariamente, mais uma vez, o adiamento do sonho de um país que ofereça oportunidades de estudo para os seus filhos.

Fara da educação não há outra perspectiva. Gerações de pobreza se sucedem deixando os pobres ainda mais pobres, numa espécie círculo de Sísifo que se desvela em sua face mais odiosa.

Entretanto, parece não haver outra saída além da educação. Em tempos difíceis para superar as próprias dificuldades, em tempos bons, para também participar das benesses que o tempo traz.

Algumas coisas, com o passar do tempo, podem ser afirmadas com suficiente segurança; e, Hoje, como hoje, podemos dizer que o direito a educação para todos é uma dessas ideias paradigmáticas.

A firmação, entretanto, é compreendida somente porque a sociedade, como um todo, chegou à maturidade desta realidade, ligando esta condição à possibilidade do próprio devir da existência.

Permanece latente a descontinuidade entre as propostas de solução para este problema e a efetividade de sua eficácia.

Já se fala da proliferação de universidades e faculdades em nosso país, como se isso fosse um mal e não um bem. O argumento comum, aliás, o chavão comum, que aliás se estendem para as faculdades de medicina, é a perda de qualidade. Falta um espírito mais crítico e uma mentalidade mais aberta para compreender que, antes de tudo, dever-se-á resolver a situação quantitativa, e posteriormente direcionar o discurso para o qualitativo, geralmente forjado em sociedades democráticas, sobre o plano da livre escolha daqueles que poderão optar entre o melhor e o menos melhor.

Os sustentadores deste argumento parecem se esquecerem, queira Deus, por pura inocência, do déficit educacional que nos assola, e a desumana jornada de trabalho executada por alguns professores, atingindo, por vezes, a incrível marca de setenta horas semanais. Certamente alguns dirão ser esta uma necessidade para sua sobrevivência. Bem, este é outro problema! Mas, esperamos não ser este o motivo para limitar o acesso de tantos brasileiros ao ensino superior, mascarando a verdadeira intenção sob o véu da falta de qualidade.

É preciso que surjam as novas universidades e faculdades para gerar a vida e fazer o grito de desespero cruzar o abismo que divide as classes.

Agora, pois, que chegou o momento de resolver este problema, nos sentimos um pouco perdidos. Como se aproximar da vida quotidiano do outro? Como fazer o discurso erudito produzir um efeito consistente na cotidianidade? Em nome desta dificuldade, elaboram-se livros cada vez mais simples e se produzem cada vez menos livros de valor teórico e de conteúdo complexo, em todas as áreas.

Agora deixamos a pergunta que não quer calar neste contexto, sobre o paradigma que deveremos partir: da eliminação da possibilidade de novas universidades diminua o abismo entre as classes “cultas e incultas”, ou primar pela manutenção da “qualidade” que tivemos até hoje em nosso invejável sistema educacional brasileiro.

“A Instrução é, ante de tudo, um empenho convicto e tenaz para a instrução e a cultura, eis a única via de salvação, o único passo adiante que nos falta fazer e que é possível por enquanto. Não somente: mesmo se será possível dar outros passos para frente, entretanto, o empenho pela instrução e a cultura permanecerá o único passo realmente primordial e essências que é necessário e que se pode fazer”, já nos alertava o escritor Russo F.M. Dostoievski.

Deste modo, esperamos e trabalhamos para que 2017 seja um ano profícuo e generoso para esta que é a mais nobre de todas as missões, gestada ao interno de uma comunidade de pessoas livres e iguais, que é a educação.

 

Prof. Dr.

Pe Lindomar Rocha Mota

Diretor da FAC

Após três anos de crise econômica aguda, deterioração das estruturas econômicas e políticas, o Brasil começa, de maneira pálida, a vislumbrar certa estabilidade econômica.

Os resultados perversos desse desarranjo foram necessariamente, mais uma vez, o adiamento do sonho de um país que ofereça oportunidades de estudo para os seus filhos.

Fará da educação não há outra perspectiva. Gerações de pobreza se sucedem deixando os pobres ainda mais pobres, numa espécie círculo de Sísifo que se desvela em sua face mais odiosa.
Entretanto, parece não haver outra saída além da educação. Em tempos difíceis para superar as próprias dificuldades, em tempos bons, para também participar das benesses que o tempo traz.
Algumas coisas, com o passar do tempo, podem ser afirmadas com  suficiente segurança; e, Hoje, como hoje, podemos dizer que o direito a educação para todos é uma dessas ideias paradigmáticas.
A firmação, entretanto, é compreendida somente porque a sociedade, como um todo, chegou à maturidade desta realidade, ligando esta condição à possibilidade do próprio devir da existência.
Permanece latente a descontinuidade entre as propostas de solução para este problema e a efetividade de sua eficácia.
Já se fala da proliferação de universidades e faculdades em nosso país, como se isso fosse um mal e não um bem. O argumento comum, aliás, o chavão comum, que aliás se estendem para as faculdades de medicina, é a perda de qualidade. Falta um espírito mais crítico e uma mentalidade mais aberta para compreender que, antes de tudo, dever-se-á resolver a situação quantitativa, e posteriormente direcionar o discurso para o qualitativo, geralmente forjado em sociedades democráticas, sobre o plano da livre escolha daqueles que poderão optar entre o melhor e o menos melhor.
Os sustentadores deste argumento parecem se esquecerem, queira Deus, por pura inocência, do déficit educacional que nos assola, e a desumana jornada de trabalho executada por alguns professores, atingindo, por vezes, a incrível marca de setenta horas semanais. Certamente alguns dirão ser esta uma necessidade para sua sobrevivência. Bem, este é outro problema! Mas, esperamos não ser este o motivo para limitar o acesso de tantos brasileiros ao ensino superior, mascarando a verdadeira intenção sob o véu da falta de qualidade.
É preciso que surjam as novas universidades e faculdades para gerar a vida e fazer o grito de desespero cruzar o abismo que divide as classes.
Agora, pois, que chegou o momento de resolver este problema, nos sentimos um pouco perdidos. Como se aproximar da vida quotidiano do outro? Como fazer o discurso erudito produzir um efeito consistente na cotidianidade? Em nome desta dificuldade, elaboram-se livros cada vez mais simples e se produzem cada vez menos livros de valor teórico e de conteúdo complexo, em todas as áreas.
Agora deixamos a pergunta que não quer calar neste contexto, sobre o paradigma que deveremos partir: da eliminação da possibilidade de novas universidades diminua o abismo entre as classes “cultas e incultas”, ou primar pela manutenção da “qualidade” que tivemos até hoje em nosso invejável sistema educacional brasileiro.
“A Instrução é, ante de tudo, um empenho convicto e tenaz para a instrução e a cultura, eis a única via de salvação, o único passo adiante que nos falta fazer e que é possível por enquanto. Não somente:  mesmo se será possível dar outros passos para frente, entretanto, o empenho pela instrução e a cultura permanecerá o único passo realmente primordial e essências que é necessário e que se pode fazer”, já nos alertava o escritor Russo F.M. Dostoievski.
Deste modo, esperamos e trabalhamos para que 2017 seja um ano profícuo e generoso para esta que é a mais nobre de todas as missões, gestada ao interno de uma comunidade de pessoas livres e iguais, que é a educação.

 

Prof. Dr.
Pe Lindomar Rocha Mota
Diretor da FAC


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