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O futuro de todos Nós


Estudar não é tão simples quanto parece. Exige dedicação, comprometimento, concentração e uma enorme força de vontade. Voltar a estudar consegue ser uma tarefa ainda mais árdua, uma vez que o corpo desaprende a aprender, acrescido pelo fato de que com tantos compromissos no dia a dia torna-se mais difícil readaptar-se ao ritmo. Problemas todos nós temos, porém não devemos esquecer de que Deus não dá uma cruz mais pesada do que podemos carregar. Quando decidimos que vamos até o fim, passamos por tantos obstáculos e só depois que conseguimos vencer é que percebemos que ele foi pequeno pelo nosso potencial. Acreditar nesse potencial nos faz exemplo para tantos que estão a nossa volta.


A idade um pouco mais avançada, a continuidade acadêmica após períodos de intermitência, o longo deslocamento à escola, não são um empecilho na vida destas pessoas que lutam diariamente em suas atividades profissionais e buscam incessantemente pelo aperfeiçoamento pessoal e profissional. Nos dias atuais, as exigências do mercado são notória e amplamente restritas ao profissionalismo, exigindo cada vez mais especialização e qualificação dos trabalhadores.


É natural ao aluno que paralisa temporariamente os estudos apresentar dificuldades de se reingressar em uma faculdade. Sendo assim, muitos acabam desistindo antes mesmo de entrar para a vida acadêmica, seja por questões sociais, psicológicas ou econômicas.  Em outros casos, alguns alunos que interromperam os estudos, impedindo um crescimento profissional e pessoal, reconhecem e retornam aos estudos.


Além disso, o fator social no Brasil também contribui para a evasão universitária, ocasionando desigualdade entre trabalhadores que necessitam cumprir com suas obrigações financeiras, de tal modo em que se faz necessário o trabalho em muitas vezes diurno para poder pagar uma faculdade. Diante desse esforço, muitas vezes o trabalhador não consegue se empenhar satisfatoriamente em seus estudos, gerando um grande desanimo na continuidade estudantil.


A questão da regionalidade também resulta em prejuízos para a veemente batalha estudantil, vez que o aluno tem que enfrentar quilômetros e mais quilômetros na tentativa de chegar no horário e, ainda por cima, exaustos por compartilhar seu tempo entre a vida acadêmica com a laboral e as viagens até a faculdade. Viagem que nem sempre é prazerosa, com muitas paradas buscando colegas de faculdade, estradas de terra e uma poltrona nada confortável. O cansaço bate, a mente não acompanha, o sono persegue, a dificuldade só aumenta e lá esta ela, a vontade do sonho de vários alunos em conseguir superar todas estas barreiras.

Questões de saúde... quer barreira maior quando a mente quer e o corpo não obedece? Com um simples resfriado o estrago pode ser grande. Somando distância até a faculdade, a idade, o tempo fora da faculdade, a distância, sobra o que? O sonho, a vontade, a alegria no olhar, a dedicação, a força de vontade de cada aluno.


Toda esta sobra, que se resumirmos em um conjunto de sentimentos, podemos dizer que só pode vir de um único lugar, de uma única palavra. “Deus”. É só reparar que quando a dificuldade bate a primeira coisa que pensamos ou pedimos “Meu Deus”. O que se pode dizer é que ele está sempre junto de nós, desde os momentos mais fáceis e felizes e até aqueles mais dolorosos. E, se reparar, é nos momentos mais difíceis que aprendemos e transformamos a dor em lição de vida e de fé.


Referenciando a questão, temos espalhados em nosso Brasil pessoas que geraram repercussão nacional: em 2015, um pedreiro de 63 anos que pedalava 42 quilômetros após um duro dia de trabalho, em que se comprometia com os estudos após o entardecer com empenho e dedicação. E não diferente, cita-se o caso da jovem aposentada de 86 anos que se formou em Direito com a intenção de ajudar aos idosos. Esta senhora deixa uma sábia de reflexão: “A gente nunca sabe o suficiente, sempre há coisas para aprender na vida"


Aqui na FAC – Faculdade Arquidiocesana de Curvelo-, a história não é diferente tampouco menos importante e notória das descritas acima. Os alunos desta instituição passam por barreiras todos os dias durante 4  e 5 anos para poder concretizar um sonho. Este sonho pode por muitas vezes ser o de um casal simples que luta todos os dias na lavoura com a maior dificuldade para poder contribuir com os estudos do filho e um dia falar com toda simplicidade “meu filho é Doutor”. O sonho de quem viaja mais de 280 quilômetros por dia em um ônibus em péssimas condições para conquistar seu diploma. O sonho do excelente profissional que não estuda há muitos anos e que deseja apenas o conhecimento especializado. O sonho de quem curou a depressão e que se emprenha todos os dias na faculdade. O sonho de todos os alunos que lutam todos os dias para conquistar os objetivos, apesar de quaisquer obstáculos.


Nós, professores, só podemos agradecer por vocês sonharem, acreditarem e terem fé que um dia poderemos viver em um país melhor.

 

Heverton Freire
Professor da FAC

 

 

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