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Crise Econômica e Crise Ética

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos últimos dias estamos testemunhando uma retomada lenta da economia brasileira, o que muito nos alegra. O país precisa crescer num patamar de certo percentual, dado que a cada ano mais jovens entram no mercado de trabalho, e é necessário que o crescimento seja, pelo menos, de igual proporção com o número daqueles que almejam uma atividade remunerada. Isso é matemática e deixa pouca margem para debates. Portanto, qualquer crescimento é bem quisto neste momento.


Entretanto, há mais a se refletir sobre o discurso de quem pensa que, em nome dessa retomada econômica, talvez, fosse melhor deixar o problema ético para depois, dado que é mais importante o avanço econômico do que punir culpados “inofensivos”.


Este é um pensamento precário! Nunca se avançará de verdade sem se curar, ainda que com muita dor, da chaga da corrupção o do jeito de fazer tudo mal feito.


Quando se vai adiante pela estrada errada só se chega ao destino por acidente. Quando a política resume-se no único esquema de fazer perpetuar no poder aqueles que não mostraram merecimento, então o sistema todo foi corrompido e é preciso recomeçar por outro caminho.

O raciocínio é simples!  Quando se vai adiante acobertado pela corrupção tudo será feito a um custo muito superior ao valor real das coisas. A qualidade do que é feito é pensada para não durar, espelhando como resultado um infinito mosaico de coisas remendadas, cujas veias se abrem em nossas estradas, nas gambiarras elétricas, na habitação precária; apenas para insinuar coisas que são ainda menos importantes; porque perceptíveis aos sentidos escondem a sua origem malvada; nascidas dos noturnos conchavos onde uma imensidão de dinheiro aparece na posse de indivíduos que desenrolam, sem o consentimento de nós, o povo, um projeto de poder.


Não vai adiante porque não ir adiante faz parte da essência da corrupção. O corrompido é aquele que deveria aplicar bem o dinheiro do povo, em seguida deveria fiscalizar para ver se o serviço prestado foi de qualidade e é durável; mas, nesta missão a corrupção encontra sua antítese, pois é para que não faça esse trabalho que os inimigos do povo se deixam remunerar por empresas e empresários de toda parte, construindo o paradoxo supremo, pois foram eleitos para fazer exatamente o contrário.


Agora, então, visualizamos a natureza das coisas! A ética não é secundária ao progresso econômico, nem a segurança que poucos podem alcançar, dado que a essência de tudo que é precário é a precariedade, sem resolvermos estes fundamentos a próxima crise já se encontra virando a esquina em nossa direção.


Dr. Lindomar Rocha Mota

Diretor da FAC


 

 

 


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