Aluno   |      Professor   |     Web-mail

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia Nacional de Ação de Graças: “um sequestro divino”

 

“Eu quisera que toda a humanidade se unisse, num mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus”. Estas são as palavras proféticas do embaixador Joaquim Nabuco, por ocasião dos festejos comemorativos do Dia de Ação de Graças em Washington.


De fato, não tardou para que essas palavras de Nabuco criassem raízes em terra brasileira. Sem postergar, o Congresso Nacional aprovou a lei nº 781 no ano de 1949 do então presidente Eurico Gaspar Dutra, que decretava a última quinta-feira do mês de novembro como o dia Nacional de Ação de Graças.


Porém com o espírito de irmanarmo-nos a todos, Marechal Humberto Castelo Branco modificou esta lei, dizendo que não a última, mas a quarta quinta-feira do mês de novembro seria dedicada a tão imponente festa, a fim de que ela coincidisse com a comemoração de outros países.


Em boa verdade, este dia é marcado pelo reconhecimento da benevolência de Deus para com o seu povo. Não sem razão, o povo norte americano, depois de árdua labuta e grandiosa fé em Deus, se vê agraciado, porquanto, a colheita do outono de 1621 (um ano após a estadia dos ingleses puritanos em continente americano) obtivera uma safra assaz abundante que o impeliu a exclamar como o fez o salmista: “Bom é render graças ao Senhor...” (Sl 92, 1).


Tomados por sincera emoção e agradecimento simultâneos, os recém-americanos convidam os índios para, juntos, desfrutarem dos melhores frutos obtidos na colheita numa festa de louvor e agradecimento a Deus. Nascia assim o “Thanksgiving Day”, celebrado até o hoje nos Estados Unidos, na quarta quinta-feira do mês de novembro, data estabelecida pelo Presidente Franklin D. Roosevelt em 1939, e aprovada pelo Congresso em 1941.


Para todos quantos cultivam o caminho espiritual, o Dia de Ação de Graças anuncia a chegada do Natal, esbanjando faceirice com o badalar dos sinos e as estrelas reluzentes que despertam, evidentemente, a admiração das almas, sobretudo as nobres, e simboliza, além disso, a gratidão que sentimos à medida que nos aproximamos de Deus.


O Dia Nacional de Ação de Graças é celebrado pelas almas enamoradas do Senhor que antecipam o que na eternidade irão fazer, isto é, agradecer a Deus face a face por tudo quanto lhes tem favorecido. Enquanto este dia não chega, somos, para dizer nas palavras do poeta dinamarquês Søren Kierkegaard, como que tomados por “um sequestro divino”.


Alan Ricardo Pereira

Professor da FAC

Assinar FACNews


Rua João Pessoa, 88 - Centro - Curvelo/MG - CEP: 35.790-000 - Telefone: (38) 3721-3945

www.fac.br - © 2017 - Todos os direitos reservados